Esqueça a gasolina, fique de olho no etanol

É interessante que a maioria das pessoas, bem como da mídia, não se preocupa com os preços do etanol. Qualquer centavo de oscilação no preço da gasolina nas refinarias da Petrobrás vira manchete. Para o etanol, porém, nem nota de rodapé, mas deveríamos já estar de olho nos preços do biocombustível.

O uso de etanol como combustível automotivo no Brasil remonta da década de 1970, quando das crises mundiais do petróleo. Desde então, sempre esteve presente na matriz de combustíveis do país, seja compondo a gasolina comum (que é hoje uma mistura de 27% de etanol anidro + 73% gasolina A) ou utilizado direto (como etanol hidratado) nos motores específicos para tal. Gostemos ou não dele, o fato é que o etanol veio pra ficar.

A produção brasileira de etanol superou, em volume, a de gasolina em 2015, conforme pode ser observado no quadro 1.

Poucos se dão conta, mas o etanol representou 58% do mercado de combustível líquido para veículos leves no país em 2018.

E vem mais álcool por aí. O Renovabio prevê um crescimento de quase 50% na oferta de etanol (anidro + hidratado) até 2027.

Em uma década, sairemos de 28 para 41 bilhões de litros anuais produzidos internamente. No mesmo período, se estima que a produção de gasolina A se manterá próxima dos 27 bilhões de litros por ano. Em 2027, o etanol representará 60% da produção de combustíveis líquidos para veículos leves no país (figura 1).

Cada vez mais, os preços do etanol serão relevantes para o consumidor, ganhando em importância e atenção à gasolina. Assim, fique de olho nos preços do etanol (e do açúcar), pois eles já influenciam no preço do combustível que você abastece o seu carro!

 

 

Fonte:  AGÊNCIA NACIONAL DO PETRÓLEO, GÁS E BIOCOMBUSTÍVEIS (ANP). Dados estatísticos. Disponível em: <http://www.anp.gov.br/dados-estatisticos

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