7 consequências dos reajustes frequentes da Petrobras

Uma metáfora diz que, se você puser um sapo numa panela, enchê-la com água e colocá-la no fogo, vai perceber uma coisa interessante: o sapo se ajusta à temperatura da água, permanece lá dentro e continua se ajustando quanto maior for o calor. Quando a água está perto do ponto de fervura, o sapo tenta saltar para fora, mas não consegue sair porque se encontra muito cansado, devido a tantos ajustes que teve que fazer e morre.

O revendedor, hoje, é como o sapo na panela: está tentando sobreviver, mas não aguenta mais os reajustes frequentes de preços da Petrobras. Desde a implantação da nova política de preços, o revendedor tem feito de tudo, mas ele virou o bandido para o político virar o herói. As altas de preços nos últimos 60 dias chegam a quase 30%.

Parece simples apenas repassar o custo, mas não é tão fácil como parece. Por isso, no texto de hoje, compartilho 7 consequências dos reajustes frequentes da Petrobras, que seguem sua nova política de preços, para o revendedor. Continue a leitura abaixo!

1. Fluxo de Caixa estourado

Cada aumento exige mais capital de giro para manter o fluxo de caixa em dia. A solução, para muitos revendedores, tem sido empréstimos bancários ou antecipação de cartões de crédito.

2. Intolerância do cliente

Os clientes estão cada dia mais impacientes com os reajustes frequentes nos preços. Não acreditam que o combustível está subindo tanto, pois não é mais notícia nos jornais. Acreditam que o dono do posto está aproveitando da situação.

3. Reajuste por parte das distribuidoras

As distribuidoras demoram para reajustar os preços para baixo, mas são ágeis no aumento. Se o revendedor tem contrato, é obrigado a comprar com eles e ponto final.

4. Queda de volume

Consequência dessas altas frequentes, o consumidor diminui o consumo, buscando alternativas mais baratas, como motos, transportes públicos ou ainda fazendo compartilhamento de carros. O baixo volume de vendas do posto, acarreta num maior prazo para o cumprimento de contrato das distribuidoras.

5. Negociação com correntistas

Como negociar um preço fixo com um cliente potencial se seu preço altera todos os dias? Virou um desgaste enorme tal parceria e o revendedor sempre perde a luta.

6. Remarcação de preços

Esse é o pior problema. O revendedor, em diversos momentos, acaba assumindo a queda de margem para evitar desgastes e, assim, preservar sua clientela.

7. Vantagem para Bandeira branca

O maior beneficiado nessa política de preços da Petrobras. A liberdade de compra de combustíveis faz com que as distribuidoras, que são suas fornecedoras, tenham velocidade em atualização de preços para postos independentes. Eles são o termômetro do mercado. Todas as redes precisam de, pelo menos, um posto bandeira branca para ter um parâmetro de custos.

A revenda pede socorro, mas ninguém escuta. A distribuidora só quer pisar no pescoço do revendedor. O governo faz vista grossa e não ajusta os tributos conforme os governadores prometeram em campanha. Nos resta, então, aguardar quando o governo federal tornará essa pauta prioridade. Enquanto isso o sapo vai tentando sobreviver, mas a água já ferveu…

Aqui no ClubPetro, trabalhamos dia e noite para ajudar o revendedor a superar obstáculos como os que foram compartilhados no texto de hoje. Se você quiser saber mais sobre nossas ferramentas, preencha o formulário abaixo com seus dados para contato e agende uma conversa com um de nossos especialistas, gratuitamente.

E, se você sentiu falta de alguma consequência que os reajustes frequentes da Petrobras trazem para a revenda, compartilhe-o nos comentários abaixo. Queremos saber qual é a sua principal dificuldade.

Fonte: Clun

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