O custo de manutenção de um carro elétrico é maior que o de um modelo equivalente com motor a combustão. Para os chamados carros “verdes”, o preço da mão de obra é 31% mais barata, mas as peças são cerca de 9% maior quando comparadas com as de veículos movidos a gasolina, diesel ou etanol. Essa é a principal conclusão de um estudo feito pelo Centro de Experimentação e Segurança Viária Argentina e divulgado pelo CESVI Brasil. O levantamento foi baseado nos resultados de testes de colisão a 15 km/h. Essa é a regra utilizada pelo conselho dos centros de pesquisas de reparação automotiva do mundo todo.
Os sistemas de absorção de impactos dos carros elétricos são mais modernos que os de veículos com motor a combustão. Por isso, são também mais caros. Em média, o custo para reparar a dianteira de um carro elétrico é cerca de 3% mais alto que para outro equivalente com motor a combustão. No caso de reparo da traseira, o valor para o elétrico é 2% maior. O CESVI Brasil também checou preços de peças de veículos híbridos (com motor a combustão e elétrico) à venda no Brasil por meio do ÓRION, sistema eletrônico que permite orçar valores de reparos. Foram cotadas peças do Toyota Prius, Ford Fusion e BMW 750i Hybrid – todos já tiveram sinistros registrados no sistema. Embora não tenha divulgado detalhes, o CESVI informou que os valores dos itens não apresentaram diferença significativa em relação ao de carros equivalentes “convencionais”. Ainda sem incentivos concretos por parte do governo, o mercado de carros híbridos e elétricos no Brasil é pouco representativo. Os modelos disponíveis são caros e a maioria faz parte do segmento de luxo. O mais acessível é o híbrido Toyota Prius. Importado do Japão, o hatch tem tabela de R$ 126.600.
Da lista de híbridos à venda no País também faz parte o mexicano Ford Fusion Hybrid, com preço de R$ 162.520. Outros japoneses são CT200h (R$ 135.750), NX300h (R$ 229.670) e LS500h (R$ 760 mil), todos da Lexus. Da Volvo, há os utilitários-esportivos XC60 (feito na China e tabelado a R$ 299.950) e XC90 (a partir de R$ 299.950), além do recém-lançado sedã S90 (R$ 365.950), também chinês. Da Alemanha vêm os Porsche Panamera Hybrid (R$ 529 mil) e Cayenne S E-Hybrid (R$ 420 mil), além do BMW i8 (R$ 799.950).

Elétricos

Por ora, apenas a BMW oferece um modelo 100% elétrico no Brasil. Trata-se do hatch i3, cuja tabela é de R$ 199.950. A lista será ampliada em breve. A Jaguar já confirmou a venda do SUV I-Pace até o fim deste ano por cerca de R$ 350 mil. Da Nissan, o Leaf estará no Salão do Automóvel, em novembro. A previsão é que as vendas tenham início no primeiro trimestre de 2019. A tabela ficará entre R$ 150 mil e R$ 200 mil.
Outro que estará no Salão é o Chevrolet Bolt. A marca vem promovendo o hatch no Brasil há algum tempo, mas ainda não revelou quando deve iniciar suas vendas.

Fonte: Jornal do Carro/ O Estado de São Paulo*