O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema (ONS), Luiz Eduardo Barata, disse ontem que até o fim do ano a bandeira vermelha (patamar dois) do setor elétrico continuará acionada, mesmo com o início do período chuvoso em novembro, porque seria temerário desligar termoelétricas em um momento de escassez hídrica. “Até porque para as distribuidoras também seria temerário, por conta dos custos com os combustíveis”, destacou o executivo sobre a cobrança adicional nas contas de luz. Ele participou do seminário O futuro do Setor Elétrico Brasileiro: Desafios e Oportunidades, promovido pela Fundação Comitê de Gestão Empresarial e a Associação Brasileira de Companhias de Energia Elétrica.

Barata afastou qualquer tipo de problema de abastecimento

Peso no bolso • Com a bandeira vermelha, a tarifa continua com adicional de R$ 5 a cada 100 kWh consumidos de energia elétrica no País, mesmo com a chegada do verão, já que o acionamento das usinas termoelétricas para poupar os reservatórios das hidrelétricas é suficiente para atender à demanda. O seminário reuniu representantes das principais entidades do setor elétrico para discutir propostas que deverão ser entregues aos candidatos à Presidência da República. Segundo o presidente interino da Empresa de Pesquisa Energética, Thiago Barral, a consolidação das termoelétricas como base da geração do sistema elétrico é um dos pontos que deverão ser levados ao novo comando do setor no Brasil. Fonte: O Estado de S. Paulo