Seis postos de combustíveis localizados na Rodovia Presidente Dutra, que liga São Paulo ao Rio de Janeiro, passaram a oferecer o serviço de recarga elétrica. Embora a demanda ainda seja incipiente, os postos, todos de bandeira Ipiranga, estão de olho no futuro. Segundo projeções da CPFL Energia, uma das empresas pioneiras nos testes com mobilidade elétrica, os carros elétricos puros e os híbridos plugin podem alcançar 3,8% da frota nacional de veículos do país em 2030, representando 7,6% das vendas anuais totais de automóveis. Hoje, quem fizer a recarga em um dos estabelecimentos ainda não paga nada. De acordo com a Ipiranga, a gratuidade será mantida nos primeiros seis meses de operação do corredor, mas depois disso o pagamento – que já foi permitido pela Resolução 819 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) publicada em 5 de julho – será avaliado em conjunto pelas empresas. O corredor é considerado o maior do país, ocupando um trecho de cerca de 430 km. No Brasil, outras iniciativas estão em operação no Paraná (com dois postos entre Curitiba e Paranaguá) e entre São Paulo e Campinas, com pontos de recarga em dois postos da rede Graal. Os custos são bastante elevados. Por exemplo, um equipamento com pelo menos três conectores de recarga e capacidade de carga rápida (fast charging) em corrente contínua (o mais indicado para postos, uma vez que a carga lenta pode ser utilizada na própria residência do consumidor) pode chegar a R$ 150 mil. O investimento total para instalação dos pontos de recarga na Dutra foi da ordem de R$ 1 milhão, custeados pelas empresas parceiras (Ipiranga, BMW e EPD, empresa que atua em vários segmentos do setor elétrico. As estações de recarga rápida foram posicionadas a uma distância máxima de 122 quilômetros entre si, de forma a garantir a autonomia dos veículos. O tempo estimado para recarga de um veículo com bateria de 22kWh é de 25 minutos para 80% da carga, e dois veículos podem utilizar a estação ao mesmo tempo. “Esse novo serviço mostra que estamos evoluindo junto com a indústria de energia e reforça a ideia de soluções completas que queremos proporcionar aos nossos clientes”, disse Jerônimo Santos, diretor de Varejo da Ipiranga. Na avaliação de especialistas, o grande impulso para este mercado seria a redução do preço dos veículos elétricos – apenas para se ter ideia, hoje um BMW i3 custa quase R$ 200 mil. “O Rota 2030 trouxe a possibilidade de redução do IPI de 7% até 22% para os elétricos, contra os 25% vigentes até então. Se isso significar uma redução de preços para os consumidores, a possibilidade de crescimento da frota elétrica é maior”, disse Ricardo Takahira, da Comissão Técnica de Veículos Elétricos e Híbridos da Sae Brasil. Fonte: Fecombustíveis