O Brasil já conta com mais de 13 GW de capacidade instalada de energia eólica em mais de 520 parques eólicos, o que significa cerca de 6.600 aerogeradores em operação pelo País, 80% deles no Nordeste. Essa infraestrutura gerou, no ano passado, 40,46TWh de energia, representando um crescimento de 26,2% em relação à geração do ano anterior e abastecendo, mensalmente, uma população de cerca de 67 milhões de pessoas (cerca de 22 milhões de residências). Em média, no ano passado, 7,4% de toda a geração injetada no Sistema Interligado Nacional veio de eólicas, sendo que elas chegaram a abastecer mais de 10% do País em agosto e setembro, meses que fazem parte do período chamado de “safra dos ventos”. “No Brasil, apesar de relativamente recente, já que se desenvolveu com mais força nos últimos oito anos, a energia eólica já é uma fonte consolidada, com uma indústria 80% nacionalizada e com ótimas perspectivas de crescimento e investimento. No ano passado, a indústria eólica investiu R$ 11,4 bilhões no Brasil. As eólicas representam hoje 8% da matriz elétrica e serão a segunda fonte em cerca de três anos. Além disso, a eólica tem demonstrado uma vitalidade impressionante em pouco tempo. Um exemplo: no início deste ano, o Brasil subiu mais uma posição no Ranking Mundial do GWEC (Global Wind Energy Council) chegando à oitava posição. Em 2012, estávamos na 15º posição”, resume Elbia Gannoum, Presidente Executiva da ABEEólica. O eficiente desenvolvimento da indústria eólica no Brasil pode ser explicado pela ótima qualidade dos ventos brasileiros e também pelo forte investimento das empresas que, nos últimos oito anos, construíram uma cadeia produtiva nacional para sustentar os compromissos assumidos e o enorme potencial de crescimento desta fonte de energia no Brasil. Até 2023, serão instalados mais 4,7 GW e mais de 200 novos parques eólicos, levando o setor à marca de 17,8 GW, considerando apenas leilões já realizados e contratos firmados no mercado livre. Com novos leilões, este número será maior. “Todos estes números positivos mostram não apenas um setor consolidado, mas demonstram que a energia eólica tenha um futuro promissor no Brasil. A energia produzida pelos ventos é renovável; não polui; possui baixíssimo impacto ambiental; contribui para que o Brasil cumpra o Acordo do Clima; não emite CO2 em sua operação; tem um dos melhores custos benefícios na tarifa de energia; permite que os proprietários de terras onde estão os aerogeradores tenham outras atividades na mesma terra; gera renda por meio do pagamento de arrendamentos; promove a fixação do homem no campo com desenvolvimento sustentável; gera empregos que vão desde a fábrica até as regiões mais remotas onde estão os parques e incentivam o turismo ao promover desenvolvimento regional”, resume Elbia. Fonte: Biomassa e Energia